Terça-feira, 9 de Maio de 2006

BERTOLT BRECHT

    De Bertolt Brecht (1898-1956)   

          1

Todos os dias os ministros dizem ao povo
como é difícil governar. Sem os ministros 
o trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e, se o fosse,
ele nasceria por certo fora do lugar.

          2

E também difícil, ao que nos é dito,
dirigir uma fábrica. Sem o patrão
as paredes cairiam
e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
ele nunca chegaria ao campo
sem as palavras avisadas
do industrial aos camponeses:
quem, de outro modo, poderia falar-lhes
na existência de arados?
E que seria da propriedade rural
sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio
onde já havia batatas.

          3

Se governar fosse fácil
não havia necessidade de espíritos
tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina 
e se o camponês soubesse
distinguir um campo de uma forma para tortas
não haveria necessidade de patrões
nem de proprietários.
E é só porque toda a gente é tão estúpida
que há necessidade de alguns tão inteligentes.

          4

Ou será que governar
só é assim tão difícil
porque a exploração e a mentira
são coisas muito difíceis de aprender?

                                          Bertolt Brecht  (*)
 


(*) Dramaturgo e poeta alemão. Revolucionou o teatro com peças que visavam estimular o senso crítico e a consciência política do espectador. Brecht foi um dos nomes mais influentes do teatro do século XX, não só pela criação de uma obra excepcional, mas também pelas inovações teóricas e práticas que introduziu. Sua influência, no entanto, não se restringe ao teatro, pois Brecht foi igualmente importante pelas novidades técnicas de sua poesia.Escritor e diretor de teatro alemão, Bertolt Brecht nasceu em Augsburg, Baviera, em 10 de fevereiro de 1898. Interrompeu o curso de medicina em Munique para servir como enfermeiro na primeira guerra mundial. Em 1924 mudou-se para Berlim, onde foi assistente dos diretores Max Reinhardt e Erwin Piscator. Fez-se socialista em 1929 e começou a elaborar sua teoria do "teatro épico". Em 1933, com a ascensão do nazismo, exilou-se sucessivamente na França, Dinamarca, Finlândia e Estados Unidos, onde permaneceu seis anos (1941-1947). Acusado de atividades antiamericanas, foi forçado a voltar para a Alemanha, fixando-se em Berlim oriental, onde criou sua própria companhia, o Berliner Ensemble, que produziu suas últimas peças.

(Fonte: http://br.geocities.com/edterranova/bertolt.htm)

 
 
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publicado por nuno1 às 18:19
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Sábado, 6 de Maio de 2006

Comentário ao comentário

O comentário que VITORIANO colocou no meu blogue pode parece duro.

Mas não reflecte o que hojepensam muitos portugueses sobre a situação a que o nosso país chegou... na cauda da Europa. ?

 

 

sinto-me:
publicado por nuno1 às 19:05
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2006

Bancos

Os lucros dos bancos continuam a subir em flecha... mais de 30 por cento ao ano... entretanto os seus empregados foram aumentados dois e meio por cento..falo dos empregados normais porque os senhores Administardores..esses têm ordendos de nababos, fazendo inveja aos sheiks árabes,.

E agora, parece que querem obrigar-nos a pagar os levantamentos que fazemos nas caixas multibanco, esquecendo que só por terem essas caixas a funcionar poupam milhões de contos em pessoal..pessoal esse que vão diminuindo á medida que aumentam os lucros.~

Contra essas intenções de nos penalizar ainda mais circula uma petição em

www.PetitionOnline.com/bancatms

 

Se não nos defendermos ninguém o fará por nós.

Defenda os seus direitos.Assine e divulgue esta petição.

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publicado por nuno1 às 19:28
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

O preço da gasolina

O que está escrito abaixo é mesmo verdade?

Se é..e eu acreditro que sim..está explicado o aumento constante do preço da gasolina em Portugal.

Paraíso das cunhas..............PORTUGAL

Alguém me arranja uma cunha na GALP???

Era a manchete do Expresso de Sábado ....

A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e toca de incompetentes.




Veja-se:

Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004.

Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...

O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais.

Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6.350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.

Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário, 8.000 euros/mês.

A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída). Pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.

Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP.

Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.

Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração um cargo não executivo, era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças.

Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...

Outros exemplos avulsos:

Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a a área financeira a 10.000 euros por mês; a especialista em Finanças que foi para Marketing por 9.800 euros/mês...

Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.

Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais.

A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que ocupam, à vez, a cadeira do poder.

É claro que esta atitude, émula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo.

Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo.

Assim, esta "equipa de sonho" à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...
publicado por nuno1 às 21:01
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Quarta-feira, 3 de Maio de 2006

"Dois países num só"

Comentário a uma artigo de Pedro Rolo Duarte publicado no" Diário de Notícias" de 3 de Maio.

Prezado Senhor:
É sempre com interesse que leio as suas crónicas ou comentários, quando tenho oportunidade de o fazer,
Não me tenho pronunciado sobre eles, mas desta vez não posso deixar de o fazer.
Diz o senhor referindo-se a um debate entre Sócrates e Francisco Louçã, .."Eu ouvi o debate e concordo com José Sócrates: a circunstância de os bancos serem lucrativos e e eficazes na forma como rentabilizam os seus activos não pode ser crucificada, como se fosse um crime cuja pena é traduzida em taxas e impostos para cobrir as deficiências do sector público. Por pouco Louçã não defendia que é melhor não ser profissional em Portugal ,sob pena de ser tributado pela competência".
Pois é... tudo estaria bem..se os bancos jogassem com as mesmas
armas de, por exemplo, os pequenos empresários.
Será que estes têm taxas preferenciais de impostos? E os bancos não têm?
Será que esses pequenos empresários acedem aos off-shores como os bancos?
Será que os pequenos comerciantes podem combinar entre  si levar taxas aos clientes por tudo e por nada e de forma quase idêntica em todos eles, como os bancos fazem( a-propósito será isso legal?), tornando a escolha entre eles o mesmo que entre Dupont e Dupond?
 
Não se trata de pôr os bancos a pagara crise..mas sim de os obrigar a jogar com as mesmas regras de todas as outras entidades. E estará o governo interessado nisso?
Será que os tais lucros de 377.8 milhões de euros em3bancos( 438 em quatro) aparece apenas ou até fundamentalmente por bom profissionalismo.?
O senhor Rolo Duarte não é ingénuo...
Não vou usar nenhum ditado " politicamenteincorrecto".
Apenas uma lei da física:" Na natureza nada se perde nada se cria.tudo se transforma".
Pois é..  e um outro " Quem se ...é o mexilhão"
O senhor reconhece que as palavras de " certa esquerda" como lhe chama ,não são diferentes do que se ouve na rua.
Ainda bem. Sinal de que essa certa esquerda sabe interpretar o sentimento do povo .
Mais haveria para dizer.Valerá a pena?
Vou publicar este breve comentário no meu blogue
 
e aos amigos que tenho e presumo tenham lido a sua crónica.
Subscrevo-me com consideração,
Nuno Manuel
 
 
 
     

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publicado por nuno1 às 21:12
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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

Primeiro de Maio

Mais uma grande jornada a provar que os trabalhadores continuam firmes na defesa dos seus direitos.

Aqui ficam fotos da manifestação de Lisboa.

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publicado por nuno1 às 21:34
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