Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

País..país

ATESTADO MÉDICO
> >
> > Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º
ano
> >e vai ter de fazer uma vigilância.
> >
> >
> >
> > Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou
> >fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou
o
> >quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada
> >camisa.
> > Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta
coisa
> >de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso
> >convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então
à
> >parte divertida.
> > A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do
> >despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a
camisa
> >vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa
> >com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado
médico
> >será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá
justificar
> >a sua ausência na sala do exame.
> > Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de
ser
> >divertida para passar a ser hilariante.
> > Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim,
com
> >o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a
> >felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um
> >fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da
> >psicopatologia da vida quotidiana.
> > Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o
> >holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
> > O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não
> >está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O
> >director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação
> >sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um
> >professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico,
também
> >sabe que o professor não está doente.
> > Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que
> >não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que
> >está doente.
> > Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um
> >país doente.
> > Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser
> >racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o
> >desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a
> >mentira é verdade.
> > Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma
> >mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade.
> > Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos
ao
> >teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas
> >isso é normal.
> > Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o "ET",
> >que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras
> >ocasiões.
> > O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a
realidade.
> > Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente
mesmo
> >desde D. Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
> > A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente
> >mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás,
> >em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas
> >razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar
> >verdade.
> > Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma
nódoa
> >na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida. Se eu digo isso é para a
> >ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela
> >fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a
> >nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que
ela
> >sabe que eu sei.
> > Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos
> >normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos
> >derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos
> >casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é
tudo
> >mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros
> >vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo
> >verdade.
> > Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos
> >ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros.
> >Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar
férias
> >a Fortaleza.
> > Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias,
> >temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu
lado,
> >entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões
> >com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
> > Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente
> >perante o mundo.
> > Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame
> >por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal
> >que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.
> >
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atestado médico
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> > Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º
ano
> >e vai ter de fazer uma vigilância.
> >
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> > Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou
> >fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou
o
> >quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada
> >camisa.
> > Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta
coisa
> >de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso
> >convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então
à
> >parte divertida.
> > A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do
> >despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a
camisa
> >vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa
> >com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado
médico
> >será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá
justificar
> >a sua ausência na sala do exame.
> > Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de
ser
> >divertida para passar a ser hilariante.
> > Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim,
com
> >o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a
> >felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um
> >fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da
> >psicopatologia da vida quotidiana.
> > Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o
> >holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
> > O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não
> >está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O
> >director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação
> >sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um
> >professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico,
também
> >sabe que o professor não está doente.
> > Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que
> >não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que
> >está doente.
> > Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um
> >país doente.
> > Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser
> >racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o
> >desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a
> >mentira é verdade.
> > Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma
> >mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade.
> > Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos
ao
> >teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas
> >isso é normal.
> > Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o "ET",
> >que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras
> >ocasiões.
> > O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a
realidade.
> > Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente
mesmo
> >desde D. Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
> > A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente
> >mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás,
> >em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas
> >razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar
> >verdade.
> > Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma
nódoa
> >na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida. Se eu digo isso é para a
> >ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela
> >fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a
> >nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que
ela
> >sabe que eu sei.
> > Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos
> >normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos
> >derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos
> >casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é
tudo
> >mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros
> >vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo
> >verdade.
> > Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos
> >ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros.
> >Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar
férias
> >a Fortaleza.
> > Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias,
> >temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu
lado,
> >entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões
> >com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
> > Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente
> >perante o mundo.
> > Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame
> >por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal
> >que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.
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> >atestado médico
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> > Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º
ano
> >e vai ter de fazer uma vigilância.
> >
> >
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> > Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou
> >fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou
o
> >quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada
> >camisa.
> > Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta
coisa
> >de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso
> >convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então
à
> >parte divertida.
> > A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do
> >despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a
camisa
> >vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa
> >com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado
médico
> >será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá
justificar
> >a sua ausência na sala do exame.
> > Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de
ser
> >divertida para passar a ser hilariante.
> > Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim,
com
> >o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a
> >felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um
> >fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da
> >psicopatologia da vida quotidiana.
> > Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o
> >holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
> > O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não
> >está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O
> >director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação
> >sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um
> >professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico,
também
> >sabe que o professor não está doente.
> > Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que
> >não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que
> >está doente.
> > Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um
> >país doente.
> > Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser
> >racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o
> >desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a
> >mentira é verdade.
> > Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma
> >mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade.
> > Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos
ao
> >teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas
> >isso é normal.
> > Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o "ET",
> >que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras
> >ocasiões.
> > O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a
realidade.
> > Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente
mesmo
> >desde D. Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
> > A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente
> >mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás,
> >em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas
> >razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar
> >verdade.
> > Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma
nódoa
> >na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida. Se eu digo isso é para a
> >ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela
> >fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a
> >nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que
ela
> >sabe que eu sei.
> > Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos
> >normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos
> >derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos
> >casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é
tudo
> >mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros
> >vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo
> >verdade.
> > Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos
> >ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros.
> >Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar
férias
> >a Fortaleza.
> > Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias,
> >temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu
lado,
> >entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões
> >com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
> > Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente
> >perante o mundo.
> > Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame
> >por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal
> >que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.
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publicado por nuno1 às 19:48
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2006

Página Manuel Alegre

Manuel Alegre em entrevista ao DN
"Não está na minha natureza conformar-me"
Veja a entrevista na íntegra


Em entrevista concedida ao DN e hoje divulgada, Manuel Alegre afirma que “A Constituição não é neutra: tem metas morais, tem metas sociais”. Para o candidato, “a precariedade traz consigo uma perda de cidadania. Uma pessoa em situação precária tem medo de perder o trabalho. O PR não pode ser indiferente a estas situações. Não há coesão nacional sem coesão social.” O candidato recorda que “não está na sua natureza conformar-se” e garante que encontrará sempre formas de intervir.
[02.01.2006] ++


Contra o regime de poderes da actual Constituição
Sistema presidencialista, uma antiga bandeira da direita
O pontapé de saída foi dado por Nuno Morais Sarmento. Numa entrevista ao Diário Económico, a 14 de Outubro, o ex-ministro social-democrata defendeu o reforço dos poderes presidenciais. "Há um programa presidencial que deve sobrepor-se à acção dos governos, balizando-o. No momento em que o Governo actue de forma contrária a estas referências predeterminadas, esse Governo deve ser dissolvido imediatamente", especificou Morais Sarmento.
[Pedro Correia/DN ( título e antetítulo da nossa responsabilidade), 31.12.2005] ++


Manuel Alegre em entrevista na SIC
"Quem vive no exílio repensa Portugal doutra maneira"
Manuel Alegre e sua mulher Mafalda Durão Ferreira foram hoje entrevistados por Fátima Lopes na SIC. O Candidato abordou o tempo do exílio, tendo afirmado que "quem vive no exílio repensa Portugal doutra maneira".
[SIC, 30.12.2005] ++


Manuel Alegre em visita à mesquita de Lisboa
"Estou em situação de defender a aliança de civilizações"
Na visita à mesquita de Lisboa, Manuel Alegre recordou a sua experiência pessoal na Argélia, tendo considerado que pelo seu percurso e pela sua vida está "em especial situação para defender a aliança de civilizações", nomeadamente no Magrebe.
[29.12.2005] ++


Galeria de Arte da candidatura neste site
Leilão de arte na net para angariar fundos
Visite a galeria e participe no leilão


Na Galeria de Arte da candidatura de Manuel Alegre foram adjudicadas as primeiras peças no dia 23 de Dezembro. Entretanto abriu uma nova secção, com manuscritos de escritores apoiantes da candidatura.
[26.12.2005] ++


DISCURSO INDIRECTO O risco
Tudo aponta para que, se Cavaco Silva vencer as próximas eleições presidenciais, a sua forma de ser instale um clima de conflito político entre a Presidência e o Governo(...).
[António S. Pessoa/Público, 31.12.2005] ++



Uma oportunidade única
Manuel Alegre apresentou aos portugueses um Contrato Presidencial baseado numa ideia revolucionária de cidadania. Portugal tem futuro! A Pátria vale a pena e temos de ser todos nós, cidadãos portugueses, a avançar com projectos, ideias e acções que não se esgotem entre as quatro paredes dos partidos políticos.
Este movimento de cidadãos, já demonstrou ser inédito na história da Democracia em Portugal.
[Afonso de Melo, 31.12.2005] ++




Cidadania e espaço público


A candidatura de Manuel Alegre é hoje um movimento cívico de amplitude nacional, com sedes abertas em todo o país, gente de diferentes proveniências partidárias e de diferentes sensibilidades culturais e sociais. Foi a única candidatura que conseguiu cumprir todos os requisitos formais legalmente exigíveis sem apoio de nenhum partido. É a única que aposta integral e exclusivamente no poder dos cidadãos.
Mas o espaço público que ela vem disputar estava já todo formatado e ocupado pelas lógicas político-partidárias ou mediáticas instaladas. Nas televisões, Manuel Alegre tem tido sistematicamente menos tempo e menos cobertura noticiosa que qualquer dos outros quatro candidatos. Nos jornais, textos de opinião originários de apoiantes de Alegre não conseguem ver a luz do dia, mesmo que se trate de simples cartas de leitores ou de réplicas a acusações lançadas por comentadores residentes apoiantes de outros candidatos.
Manuel Alegre defendeu a necessidade de garantir regras de decência na nossa vida colectiva. Dados estatísticos objectivos, como os da Marktest, ontem divulgados neste site, provam que tal decência não está a ser respeitada.
Algo vai ter de mudar. O poder da cidadania está nas nossas mãos. É tempo de exigir para ela o espaço público a que tem direito. É isso que nesta candidatura estamos a demonstrar. Quanto mais incómodas forem a liberdade e a independência, mais necessárias são e mais temos de nos bater para as afirmar.

[A candidatura de Manuel Alegre, 31.12.2005]

PONTOS DE VISTA O esplendor de Portugal
Por que não eleger para Presidente o símbolo do verdadeiro esplendor de Portugal, um poeta cantor da pátria desejada desde o exílio, da pátria recuperada, da pátria das esperanças de um futuro feliz?

[J.


publicado por nuno1 às 15:26
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