Sábado, 24 de Maio de 2008

No país do oportunismo

Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: " Você não tem idade nem curriculum ...".
 

  

Comparar o currículo de Sócrates a Louça, é o mesmo que dizer que o vinho a martelo é superior a uma Cartuxa Reserva 2002 Tinto.
 

 

Por isso, independentemente das suas ideias políticas, aqui vai com a devida vénia:

 
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:

Actividade política:

*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

Actividades académicas:

 Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.

Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).

Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).

 Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.

 Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).

Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.

Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

Obras publicadas:

Ensaios políticos

Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)

Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)

A Maldição de Midas A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)

A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)

A Globalização Armada As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)

Ensaio Geral Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)

Livros de Economia

Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)

The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes

Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)

Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)

Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)

Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)

As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)

 

 

* Fonte Wikipédia

Sobre sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.

Quanto a curriculuns estamos conversados!

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Quanto à idade devem ter diferença de meses...

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--
Francisco Prates

 

 

publicado por nuno1 às 17:56
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Sábado, 10 de Maio de 2008

Assim vai o Diário de Notícias

Para quem leu...este é o mail mandado aoseu Provedor do leitor:

Senhor Provedor do D.N.:
 
Uma pergunta muito simples:
 Concorda com os títulos do D.N. de hoje, sábado 10..a seguir indicados:
 
Primeira página:
" Navios para Chávez construídos em Viana"
Página 42
" Estaleiros deViana fazem navios para Hugo Chávez."
 
Como Chávez é o presidente eleito da Venezuela...ponhamos o problema ao contrário
 
" Petróleo venezuelano para Cavaco"...ou em alternativa
" Petróleo venezuelano para Sócrates.
 
 
Concorda? Gostava de saber a sua opinião
 

 

sinto-me:
publicado por nuno1 às 20:35
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Um exemplo

Pedido de demissão entregue ao Presidente da Assembleia do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão:

 

“Vai para três anos que, culminando um processo democrático amplamente participado, tomou posse este Conselho Executivo. Assumimos, então, o compromisso de 'cumprir com lealdade' as funções que nos eram confiadas, funções que decorriam de um quadro legislativo bem diverso do actual.

Neste exercício, democratizámos as relações inter-pares, gerámos expectativas e esperanças, fomentámos a iniciativa e a criatividade, quisemos aprofundar a relação pedagógica, libertando os professores de tarefas menores, para benefício dos alunos. Respeitando as pessoas e dignificando a Escola.

Porém, as regras mudaram a meio do jogo. É agora bem diferente enquadramento legal que regula a nossa acção.

Uma incontinência legislativa inexplicável minou e desvirtuou os compromissos que assumíramos: não nos propusemos asfixiar os professores em tarefas burocráticas sem sentido, alheias ao objecto da sua missão; não nos propusemos fragilizar o estatuto dos profissionais da educação; não nos propusemos submergir os docentes em relatórios, planos, projectos, registos, sem que daí resultassem vantagens ou benefícios para os alunos; nem nos propusemos liquidar o espaço de participação democrática na escola.

Com a actual publicação do Dec. Lei nº 75/2008 suprime-se tudo o que de dinâmico, criativo e participado existia na gestão das escolas.

A opção por um órgão unipessoal - o director, a sua selecção num colégio eleitoral restrito, as nomeações dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia pelo director, são medidas que não têm em conta os princípios de uma gestão assente na separação de poderes entre os vários órgãos. Este diploma potencia riscos de autocracia e não reconhece o primado da pedagogia e do científico face ao administrativo.

Encerra uma lógica economicista e empresarial adversa à verdadeira missão da escola.

Não valoriza nem reconhece a diversidade de opiniões e a consequente construção de consensos como motores privilegiados da mudança e da promoção de uma escola de qualidade. Não permite que a instituição escolar se constitua como um espaço privilegiado de experiências de cidadania.

Em suma, passados 34 anos sobre o 25 de Abril, o modelo democrático de gestão chegou ao fim.

E aos órgãos democraticamente eleitos, convertidos em comissão liquidatária, é 'encomendada' a tarefa de, negando a sua própria natureza, abrirem caminho a um ciclo de autoridade não sufragada, de centralismo, e até de governamentalização da vida das escolas.

Por considerar que o novo modelo de gestão atenta contra valores e princípios que sempre defendi, e por não querer associar-me à sua implementação, eu, Maria Leonor Caldeira Duarte, apresento o pedido de demissão do cargo de Vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão.

 

Com os melhores cumprimentos

Azeitão, 28 de Abril de 2008

Maria Leonor Duarte

publicado por nuno1 às 22:11
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Sábado, 3 de Maio de 2008

É só promessas...

 CARLOS DOMINGOS
     SOARES DA COSTA
          NIF: 144750180
            TOC 16189
 
     Exmos. Srs.,
 
     Na Página Inicial das DECLARAÇÕES ELECTRÓNICAS, na caixa encimada pelo título NOTÍCIAS, 
figura a seguinte:
                         «Já se encontra disponível a consulta a veículos (Automóveis. Motociclos, Embarcações                      de Recreio e Aeronaves».
 
     Confiante na informação prestada,  percorri o caminho:
  
               Serviços on-line > Contribuintes > Consultar > Veículos > Automóveis
 
e a resposta foi a seguinte:
 
                     Serviço não se encontra disponível!
 
Então em que ficamos?
                    1ª hipótese:    Já se encontra disponível... etc.
                    2^hipótese:     ...não se encontra disponível!
 
Parece que a 2ª hipótese é a verdadeira. Mas então por que raio vêm dar uma informação que, afinal, se verifica ser falsa?
Pode haver uma explicação, mas eu só descortino uma: muitos mexem, mas falta um coordenador que permanentemente mantenha as DECLARAÇÕES ELECTRÓNICAS fiáveis. Depararam-se-me já casos em que contribuintes houve que pagaram integralmente as suas dívidas ao Estado e continuam, meses depois, a figurar aí como devedores e até com ameaças de penhora.
 
As DECLARAÇÕES ELECTRÓNICAS são um instrumento muito útil e, até, já indispensável, pelo que não pode ser deixado por muito tempo ao Deus dará.
 
Fazendo votos para que V.Exas. façam chegar este meu reparo a quem tenha poder de mandar resolver a situação, subscrevo-me entretanto
                 com os meus melhores cumprimentos
 
                            Carlos Domingos
               
sinto-me:
publicado por nuno1 às 17:42
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