Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

ELA é...

Professora de Português que quer manter o anonimato
>
>
>   Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
>   Usando só de raiva e de impostura,
>   Triste de facha, o mesmo de figura,
>   Um mar de fel, malvada e quezilenta;
>
>   Arzinho confrangido que atormenta,
>   Sempre infeliz e de má catadura,
>   Mui perto de perder a compostura,
>   É cruel, mentirosa e rabugenta.
>
>   Rosto fechado, o gesto de fuinha,
>   Voz de lamento e ar de coitadinha,
>   Com pinta de raposa assustadinha,
>   É só veneno, a ditadorazinha.
>
>   Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
>   Prepotente, mui gélida e sinistra,
>   Amarga, matreira e intriguista,
>   Abusa do poder... e é ministra.
>
>
sinto-me:
publicado por nuno1 às 15:37
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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Vai-te embora ò melga

do que está a fazer?
Recebi este texto que adaptei à minha maneira inserindo-lhe umas buchas aqui e ali.
Mas gostava de saber quem é o autor.
Para lhe dar os parabéns!
O sistema educativo não estava famoso, mas não precisava, Senhora Ministra da Educação, de aparecer para estragar o resto!
Vem, V/ Exa., perguntar agora o que estão 30 professores a fazer numa sala de professores?
Sabe que também me coloco (e coloquei aqui) essa questão muitas vezes? E sabe o que estão lá a fazer?
O que V/ Exa. mandou: a cumprir horário!
Não aumentou a carga horária dos docentes?
Esqueceu, foi?

Tal como as utilíssimas «aulas de substituição» em que V. Ex.Cia coloca um professor de Matemática a substituir um de Educação Física e vice-versa.
V/ Exa. Manda e os professores obedecem! Não têm alternativa, não é verdade?

Pode, portanto, V/ Exa. orgulhar-se dos resultados obtidos!
Eles são a consequência da sua «reforma»!

Mas não se preocupe pois vão piorar! Com o escabroso Estatuto da Carreira
Docente que V/ Exa. inventou, os resultados só podem evidentemente piorar! Nenhuma reforma, nunca, se conseguirá impor por decreto-lei nem contra a vontade da maioria dos envolvidos!
Os professores, obedientemente, cumprem e cumprirão sempre as suas ordens! Contrariados… muito contrariados… mas cumprirão! Não lhes pode é pedir que, apesar de tudo, as cumpram de sorriso nos lábios, felizes, contentes e totalmente envolvidos com as suas orientações! Não há milagres.
Cumprirão e ponto final! Que é o que V. Ex.Cia quer.
Não se pode, portanto, queixar.
Continue a mandar assim e verá a tal curva de crescimento em queda absoluta.
É que não pode V/ Exa. exigir que se cumpram 35 horas de serviço na escola e se venha para casa preparar fichas de trabalho… apontamentos… actividades…estratégias… visitas de estudo… grelhas… avaliações… relatórios… currículos alternativos…programas adaptados… trabalhos em equipa… etc… etc… etc.

V/ Exa. Tem família?
Saberá, porventura, o que é a dor de um pai que se vê obrigado a negligenciar a educação e o crescimento do seu próprio filho para acompanhar os filhos dos outros?
Esquece V/ Exa. Que os professores também são pais?
Também são pais, Senhora Ministra! Pais!!
Que estabilidade emocional pode um professor ter se V/ Exa. resolve, 30 anos depois de Abril, impedir os professores de acompanhar os seus próprios filhos ao médico … à escola… aos ATLs?
Não têm os pais que são professores os mesmos direitos dos outros pais?
Conhecerá V/ Exa. a dor de uma mãe que se vê obrigada a abandonar o seu filho prometendo-lhe voltar dali a uma semana?
E quer V/ Exa. motivação natural?
Com a vida familiar desfeita?
Não é do conhecimento público que os professores são os maiores clientes dos psiquiatras?
E que é entre os professores que se encontra a maior taxa de divórcios?
Porque será, Senhora Ministra?
Motivação?
Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a fazer de auxiliares de acção Educativa?
Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a estar na escola mesmo sem alunos? Motivação como se V/ Exa. obriga a cumprir 35 horas na Escola mesmo não tendo esta os meios essenciais para que se possa trabalhar?

Motivação, como? Se temos que pagar fotocópias, tinteiros para as impressoras da Escola…canetas… papel?
Motivação, como? Se o clima é de punição e de caça aos mais frágeis?
Motivação, como? Se lava as mãos como Pilatos e deixa tudo à deriva passando toda a responsabilidade para as escolas?

Não é função de V/ Exa. resolver os problemas?
Não seria mais produtivo trabalhar ao lado dos professores?
Motivação, como? Se de cada vez que abre a boca para as televisões fá-lo para tentar virar toda a sociedade portuguesa contra a classe?
Motivação, como? Se toda a gente percebe que o seu objectivo é dividir para esfrangalhar a classe e poupar uns cobres?
Quer lá V. Ex.Cia saber da qualidade do Ensino para alguma coisa!.... Quer é poupar!
O que vale é que por todo o país a opinião pública - e principalmente os Pais - já se estão a aperceber disso.

Motivação, como? Se V/ Exa. tem feito de tudo para isolar os professores dos alunos, dos pais, dos Sindicatos, da sociedade em geral?

E fica V/ Exa. admirada com os resultados?
Não eram estes os resultados que esperava obter quando tomou posse e iniciou a sua cruzada contra os professores?
A sua estratégia é a mesma daqueles professores que V/ Exa. acusa de não estarem preocupados com os resultados escolares dos seus alunos!

Sabe, Senhora Ministra da Educação?
O sucesso não depende do manual… como não depende do decreto-lei!
O sucesso depende do envolvimento que o professor consegue com os seus alunos!
Depende da capacidade de motivar! Depende da capacidade de o professor ir ao encontro dos interesses dos seus alunos.
Depende da relação professor-aluno!
A tal que V/ Exa. queria que fosse avaliada por alguém de fora da escola!
A mesma que, se fosse feita a V/ Exa, daria nota zero.

E, já agora, sra ministra, já que a esmagadora maioria (quase totalidade) dos seus colegas de governo são reformados - alguns 2 vezes - siga-lhes, por favor, o exemplo.
Eu não me importo de trabalhar até aos setenta se V. Ex.Cia se reformar já.
Mas é da política.

Pode ser?
 
sinto-me:
publicado por nuno1 às 20:46
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Domingo, 19 de Novembro de 2006

Obrigadinho...Ó Sócrates

MUITO OBRIGADO SENHOR PRIMEIRO MINISTRO …
 
·        É com a mais profunda gratidão que me dirijo a V.Exa. Como funcionário público não posso deixar de reconhecer a extrema generosidade do aumento de 1,5 por cento que V.Exa e seu governo me querem dar .É certo que desse um e meio, um vai directamente para a ADSE. Mas ainda fica a enorme quantia de meio por cento.É verdade..quase me esquecia..e mais dois cêntimos diários de subsídio de alimentação. Generosidade sem limites…(embora eu sugira a V.Exa que nunca dê essa quantia a um pedinte..pode ele atirar-lha à cara..mas isso é pura ingratidão de quem não reconhece os altos benefícios duma tal medida)
·        Por outro lado um alto funcionário subordinado de V.Exa. veio declarar que a electricidade iria aumentar16 e meio por cento no próximo ano fazendo lembrar que a culpa desse aumento era do consumidor .Palavras sábias que todos devíamos pensar para fazer “mea-culpa”.
·        Mas V.Exa ,senhor primeiro ministro, não teve qualquer dúvida em considerar que isso podia tocar nos altos rendimentos dos portugueses, cujo elevado nível de vida V.Exa pretende preservar a todo o custo. E assim com aquele sentido de justiça que todos lhe reconhecem determinou que esse aumento fosse apenas de seis porcento. Fabuloso..o que ninguém pode deixar de lhe agradecer…
·        Também um secretário de Estado de V.Exa teve uma corajosa atitude declarando que ou os sindicatos de professores aconselhavam os seus filiados a não reivindicar nada..ou não lhes dava umas migalhinhas que queria oferecer. Não sei se ele cumpriu instruções de V.Exa, mas se o fez teve toda a razão. Já Salazar o dizia..acabe-se com esses Sindicatos… eles são uns perigosos instrumentos do comunismo internacional….
·        Estou no entanto com uma leve dúvida..será que estas corajosas medidas de V.Exa( que evidentemente nada tem a ver com o programa eleitoral do seu partido..mas também para que é que V.Exa havia de anunciar isso antecipadamente ?) serão suficientes para poder continuara a pagar os ordenados aos administradores de certas empresas públicas, para lhes dar os carros topo de gama de que necessitam…os telemóveis..enfim tudo aquilo a que têm direito?
·        É que se não chega,..V.Exa terá de tomar mais medidas, tendo evidentemente o cuidado de não tocar naqueles que são a salvação da Pátria..grandes empresários..banqueiros..etc.
·        Nesses não..não se atreva a tocar. Inspire-se sempre no grande Salvador… SALAZAR.. que descanse para sempre em paz.
 
(publicado em www.velhote.blogs.sapo.pt
 
 
 
 
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publicado por nuno1 às 11:04
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006

SEM PALAVRAS

Aumentemos a nossa cultura política......!!!!!!
 
 
M. Amaral de Freitas
 
Que brinque  com o dinheiro das bananas

Em 2006, a Região Autónoma da Madeira, sob a batuta de Alberto  João Jardim,
ultrapassou em 119,6 milhões de euros a sua capacidade de  endividamento.
Por ter ultrapassado o limite, o Estado vai intervir e vai  descontar, esse
montante, nas transferência a fazer pelo OGE para aquela região  autónoma.
Bastava que Alberto João Jardim tivesse cortado apenas 5 dos  milhares de
rubricas que constituem o orçamento da região para evitar mais uma  das suas
palhaçadas.
Ora tome nota:

1- Campanha  de imagem: € 9.838.173,00
2- Festa do  fim do ano: € 64.720.184,00
3- Subsídios  aos clubes de futebol «Marítimo» e «Nacional»: €  21.358.448,00
4- Ajudas  para as deslocações dos clubes de futebol «Marítimo» e «Nacional»: €
10.157.800,00
5- Apoios a  outros clubes de futebol: € 21.060.936,00

A soma deste regabofe é  qualquer coisa como:€ 127.135.541,00
Como diz o outro, mais valia sustentar um burro a pão de  ló.

PS - E foi em  socorro deste senhor que veio o Dr. Marques Mendes. Tenham  dó...



 



sinto-me:
publicado por nuno1 às 21:53
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Terça-feira, 7 de Novembro de 2006

Sócrates..Sócrates..,.

Divulgação obrigatória nos termos do DL 01/501 do Sec. V(a/c) (Decreto de Péricles).
 
Se concorda com o teor desta carta, divulgue-a. Faça a sua parte!!!
 
 
 
 
 
 
CARTA ABERTA AO ENGENHEIRO
JOSÉ SÓCRATES
Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.
Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.
Desminta, se puder, o que passo a afirmar:
1.º Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.
2.º Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado, enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha.
As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?
3º. Um dos slogans mais usados é do peso das despesas da saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1458. Em Portugal esse gasto é . 758. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2730, a Austria 2139, a Irlanda 1688, a Finlândia 1539, a Dinamarca 1799, etc..
Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é.. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público. A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores. De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:
1.º Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades . Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75 por cento (11 por cento pagos pelo trabalhador, 23,75 por cento pagos pelo patrão ).
OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO.
Mas O SEU PATRÃO ESTADONÃO ENTREGAMENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75 por cento. E é assim que as "transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.
Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem á sua política o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 Euros de salário, os 8.000 de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.
2.º Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seus encantos, baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2.
3º Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma torre ( Prédio Coutinho ) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?
4º Por que não defende V. Exa a mesma implosão de uma outra torre, na Covilhã ( ver ' Correio da Manhã ' de 17/10/2005 ) , em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro Ministro deste país?
  • Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de Euros que as empresas privadas devem à Segurança Social ?
  • Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de Euros ?
  • Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de Euros ?
  • Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos, que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos ?
  • Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros de receita perdida ?
 
A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.
QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA, FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.
QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS , OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE, PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM.
 
Santana Castilho (Professor Ensino Superior)



Joviana
 
                                                                     


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publicado por nuno1 às 16:47
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Domingo, 5 de Novembro de 2006

DEMOCRACIA---PARA QUE TE QUERO?

Na Grã-Bretanha uma sondagem revellou que BUSH é maisperigoso para o Mundo que porexemplo os líderes do Irão e da Coreia doNorte.

E esta hein?

- Leu quantos milhões o governo português vai gastarem publicidade? Não há dinheiro..pois não?

E os funcionários públicos e os professores que se lixem...

- Lembram-se do" muro de Berlim"? Lembram-se de como o mesmo foi considerado umatentado à liberdade?

Os Estados Unidos vão colocar um muro do mesmo ti+po e muito mais extensoentre oseu país e o México...

Agora é democracia... Sem comentários

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publicado por nuno1 às 15:24
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Sexta-feira, 3 de Novembro de 2006

CANTANDO E RINDO...

Memórias de uma Professora Titular
 
 
 
>
> > Memórias de uma professora titular
> >
> > O importante é chegar a professora titular. Foi com   este
> > pensamento que
> > tracei a rigor o meu destino, há   tantos anos atrás. Filhos,
> > tê-los-ei
> > aos
> > quarenta, antes nem pensar pois quatro meses de licença de maternidade
> > lançar-me-iam irremediavelmente no nível Regular impedindo-me a tão
> > desejada progressão na carreira. E assim foi.
> >
> > Tudo me correu lindamente até ao décimo sétimo ano de leccionação. E
> > ao longo desses anos aprendi a agradar a todos, aos alunos, aos pais e
> > ao executivo da escola. Porque chegar a professora titular implicava
> > uma escolha entre outros muitos candidatos, a quem tudo tinha corrido
> > igualmente bem. Cheguei, inclusivamente, a ter alunos que passavam o
> > fim- de-semana comigo e com a minha família. E eu até lhes passava as
> > t-shirts a ferro e fazia trancinhas no cabelo das meninas. E um dia  a
> > televisão bateu-me à porta para fazer  uma reportagem, assim
> > inesperadamente. Era eu  de avental a servir-lhes a sopinha, a
> > dar-lhes conselhos e a fazer-lhes festinhas na cabeça. E o jornalista
> > até me perguntou se também lhes cantava canções de embalar e eu
> > disse-lhe logo que sim,  que até lhes lia os "Versos de fazer ó-ó" do
> > José Jorge Letria e que  depois de adormecerem aproveitava para lhes
> > ir lendo o "Memorial do Convento".  E expliquei-lhes que a leitura
> > durante o sono era um método totalmente inovador em que tudo se
> > apreende de forma suave e que assim não havia o trauma de o livro ser
> > grande ou de os jovens não perceberem as palavras e terem de ir ao
> > dicionário, que isso dá muito trabalho, coitadinhos!
> >
> > Tudo me corria às mil maravilhas até ao dia em que uma apendicite
> > aguda me levou à cirurgia. Oh, maldita apendicite! E voltei à escola
> > ainda com os pontos fresquinhos, a pensar que só tinha dado cinco
> > faltas. Mas enganara-me nas contas com a história da anestesia. Afinal
> > eram seis as faltas, seis!
> > E
> > já não  teria Bom na avaliação, somente um  Regular. E já não passaria
> > a professora titular.
> >
> > Foram mais seis anos de espera. Deixa, aos quarenta e seis ainda vou a
> > tempo de ser mãe. É uma gravidez de risco mas isso que tem, se há já
> > quem tenha os filhos aos cinquenta, aos sessenta e qualquer dia aos
> > cem!
> >
> > Mas aos quarenta e cinco foi a hérnia discal. Oh, maldita hérnia
> > discal!
> > Ainda pensei em ir de cadeira de rodas ou se necessário fosse, de
> > maca, mas o médico chamou-me louca e reteve-me dez longos dias no
> > hospital.
> >
> > E foi assim que somente aos cinquenta e dois cheguei a professora
> > titular.
> > Era tarde demais para ser mãe. Mas, meu Deus! Eu era professora
> > titular!
> > Fiquei tão  radiante que até me lembrei de bordar em todos os lençóis
> > de renda, em arabescos graciosos, "professora titular", "professora
> > titular"
> > e
> > em toalhas e em quadros de ponto cruz, "professora titular", "
> > professora
> > titular" e depois mandei gravar em todas as minhas canetas e no estojo
> > dos lápis, "professora titular", "professora titular" e na porta do
> > meu carr e no guarda-chuva e no guarda-sol porque, faça sol ou faça
> > chuva, eu sou professora titular!
> >
> > Agora que sou professora titular tenho, além das aulas, muitos e
> > variados cargos que me dão tanto que fazer. Mas ainda vou arranjando
> > um tempinho para ir aconselhando os novos e vou-lhes ensinando como se
> > chega a titular e como é importante ir ao médico todas as semanas e
> > levar todas as vacinas possíveis e imagináveis e como é totalmente
> > recomendável andar com  um triplo airbag no carro. E digo-lhes e
> > repito-lhes: " professor prevenido vale por dois".
> >
> >  Mas apesar de todos os meus conselhos e avisos ainda  há os que,
> > desprezando-os, se vêem de repente em maus  lençóis. Foi o caso de um
> > brilhante ex-aluno meu, brilhante universitário, brilhante estagiário,
> > brilhante professor que tendo passado com distinção o Exame de Estado
> > e tendo obtido aprovação na entrevista, não conteve os seus impulsos
> > mais genuínos e românticos durante o ano probatório, fruto da sua
> > juventude e inexperiência e não se cansou de defender  o indefensável,
> > a exigência, o rigor, a disciplina, criticando com excessivo
> > entusiasmo o facilitismo reinante e não se cansou de duvidar e de
> > contestar. E eu que lhe dizia: "
> > Meu filho, tem tento na língua, como queres tu chegar a professor
> > titular?
> > Vá aprende  comigo e diz "Ámen"! "Ámen"! Mas ele que não me ouviu.
> > E deu-se o caso, vá lá saber-se porquê, de o jovem brilhante professor
> > obter, no final do ano probatório, a infeliz classificação de
> > 6.8 quando
> > precisava apenas de 6.9 para integrar o quadro. E foi assim exonerado
> > da profissão. E teve de arranjar logo umas tabuinhas para se ir juntar
> > aos outros muitos professores,  desempregados e exonerados, lá debaixo
> > da ponte Vasco da Gama porque ele me dizia que preferia a terra firme,
> > senão tinha arranjado um botezinho como os outros fazem.
> >
> > E certa manhã ajudei-o a levar as tabuinhas e a construir a cabaninha
> > debaixo da ponte. Era um dia  brilhante, de cores perfeitas, em que o
> > sol
> >
> > resplandecia sobre o rio azul e o sapal era verde marinho e gracioso,
> > salpicado de aves pernaltas. Mas  lá estavam as centenas de cabaninhas
> > e os milhares de botes pacientemente amontoados. E ali tudo era
> > cinzento e triste. E foi nesse momento que caí em mim e vi a injustiça
> > daquilo tudo.
> > A
> > minha luta para chegar a professora titular  parecia-me agora
> > absolutamente vazia e sem sentido. Eu deveria ter  lutado sim mas
> > contra o "novo"
> > estatuto
> > da carreira docente de 2006!!
> >
> > Por isso, como era urgente recuperar o atraso de trinta anos,
> > transformei-me em gigante Adamastor e peguei nos milhares de
> > professores e respectivas famílias que viviam nos botezinhos e nas
> > cabaninhas e levei-os para o Ministério da Educação. Todo o edifício
> > estremeceu à nossa chegada porque nós trazíamos uma tempestade de mil
> > dias. Mas o "novo"
> > estatuto
> > depressa sucumbiu, de medo e de vergonha, porque muitas tinham sido as
> > injustiças que criara. Adeus "novo" estatuto! Vai e não voltes nunca
> > mais porque nós queremos mudança mas não queremos injustiça!
> >
> > Cristina Neves, professora de História (Faro)
 
 
 
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publicado por nuno1 às 15:15
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Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006

VIVA A DEMOCRACIA

Tão longe que vão os tempos em que o Engº Guterres proclamava ser a educação a sua paixão.

Através do diálogo entre  ministério, professores, associações de pais, alunos foi-se conseguindo algum progresso no sistema educativo português.

No entanto a excessiva burocratização dalguns gabinetes e-sobretudo- a mudança constante de equipas ministeriais foram colocando obstáculos aos esforços da comunidade educativa.

Mas nunca como agora se assistiu a um ataque tão terrível contra o sistema escolar  por parte duma ministra e duma equipa a quem só interessa poupar uns tostões à custa dos profissionais do ensino.

Não sou professor..sou um avô a quem custa ver um neto que se queixa de ter professores desmotivados por serem atacados directamente, um miudo que diz que inventaram uma coisa a que chamam  " aulas de substituição" e onde poem professores de ginástica em aulas de matemática... e outras barbaridades que tais.

Por favor deem dignidade ao ensino..deixem os professores e os alunos trabalhar...não façam reformas só para  poupar dinheiro. Se há áreas onde é preciso investir é no ensino...não  se faz isso a  atacar uma classe. que dá oseu melhor em prol dos nossos filhos e netos.

 

 

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