Quinta-feira, 29 de Junho de 2006

GATO ESCONDIDO...

GATO ESCONDIDO …
 
  • Com  grande pompa e circunstância o senhor primeiro-ministro anunciou a possibilidade de todos os portugueses terem uma caixa electrónica fornecida pelos CTT e para isso quem não tivesse Internet podia ir à estação dos Correios requisitar a dita caixa.
  • Todos os jornais se debruçaram já sobre a mentira desta proposta, pois as ditas estações não estão preparadas para os acessos em causa.
Portanto mais um foguetório do senhor primeiro-ministro.
·        Mas para além dessa “ gaffe”( propositada?) pergunte-se o que está por trás da aparente generosidade desta oferta?
·        Fácil… primeiro fazer com que os portugueses recebam o seu correio emitido pelas entidades ofiiais via mail( com dúvidas sobre a respectiva privacidade) , e logicamente mandando para o desemprego mais alguns milhares alguns milhares de funcionários...continuando o ataqque ao sector público.
·        E, como diria Bertolt Brecht, se eu não sou funcionário público, o que é que isso me interessa?
·        Pois é..a seguir viria um projecto para que os maill passassem a ser pagos…
Maquiavélico não é?
 
Afinal nada em que o governo não siga as pisadas dos Bancos que pouparam milhões de contos em funcionários e despesas administrativas com a introdução das caixas Multibanco e agora têm a lata de admitir que os levantamentos comecem a ser pagos.
·        Nada que também os CTT não tivessem já feito com a introduçaõ do chamado “ correio azul “ e “ verde”.
Dantes todos recebíamos o correio a tempo e horas através duma simples carta… agora pagamos “ cores” e recebemos atrasado.
publicado por nuno1 às 22:06
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

Comentário

NOTAS SOLTAS

 

  • Um  tal senhor chamado Jean Claude Trichet,presidente ou vice-presidente do Banco Central Europeu , disseque Portugal precisa de moderação salarial.

O quê, ainda mais?

Já somos os mais pobres da Europa comunitária..para onde nos querem levar?

 

  • O senhor Costa Neves e outro alto  funcionário  foram em tempos irradiados da direcção do Instituto Nacional de Aviação civil, acusados de diversas irregularidades.

Agora, por ter havido erros processuais, podem vir a ser indemnizados em milhares de euros.

E assim vamos nós…

  • A SIC e a TVI  não cumprem minimamente a lei a que estão obrigadas no que respeita ao número máximo de horas de publicidade que podem transmitir por dia.
  • Mas será que alguém obriga os senhores Pais do Amaral ou Pinto Balsemão a cumprir a lei?
sinto-me:
publicado por nuno1 às 16:36
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2006

Ainda os professores

: Jogo pelos Professores

>
>QUEM DISSE QUE OS JORNAIS DESPORTIVOS ERAM PARA INCULTOS? LEIAM...
>
>
>"Jogo pelos Professores", in A BOLA (03-06-06)
>
>Quanto à avaliação dos professores, vai mais uma opinião, desta vez do
>director d'A Bola :
>
>"Os professores andam em pé de guerra. Como os professores são normalmente
>distantes uns dos outros, os seus pés de guerra andam por aí semeados como
>pés de salsa, espalhados pelo País. De norte a sul.
>
>Os professores estão descontentes. Com a vida que lhes corre mal, porque
>ninguém os valoriza; com os colegas, que só se interessam por resolver a
>sua vidinha; com os alunos, que os desconsideram e maltratam; e, acima de
>tudo, com o Governo da nação, que os desvaloriza, os desautoriza e os
>desmoraliza.
>
>Nunca fui um estudante fácil e sabia, que um professor desautorizado era um
>homem (ou uma mulher) morto na escola. Não quero dizer fisicamente mas
>profissionalmente. Como sempre fui bom observador, conhecia de ginjeira os
>professores fortes e os professores fracos. Os fortes resolviam, por si
>próprios, a questão. Alguns pela autoridade natural do seu saber e da sua
>atitude, outros de forma menos académica. Os fracos eram defendidos pelos
>reitores. Ir à sala de um reitor era, já por si, um terrível castigo. Mas
>bem me lembro que professores fracos e fortes, bons e nem por isso, se
>protegiam, se defendiam e se reforçavam na sua autoridade comum.
>
>Já nesse tempo se percebia que tinha de ser assim, porque, se não fosse, os
>pais comiam-nos vivos e davam-nos, já mastigados, aos filhos relapsos. E
>isso a escola não consentia.
>
>Os pais, dito assim de forma perigosamente genérica, sempre foram entidades
>pouco fiáveis em matéria de juízo sobre os seus filhos e, por isso, sobre
>quem deles cuida, ensina e faz crescer. Os pais sempre foram o pavor dos
>professores de natação, dos técnicos do futebol jovem, dos animadores das
>corridas de rua. Os pais, em casa, acham os filhos umas pestes; mas na
>escola, no campo desportivo, no patamar da casa do vizinho, acham os filhos
>virtuosos e sábios. Os pais são, individualmente, insuportáveis e,
>colectivamente, uma maldição.
>
>Claro que há pais... e pais. E vocês sabem que não me refiro aos pais a
>sério, que são capazes de manter a distância e o bom senso. Falo dos
>outros, dos pais e das mães que acham sempre que os seus filhos deviam ser
>os capitães da equipa e deviam jogar sempre no lugar dos outros filhos. O
>trágico disto tudo é que são precisamente esses pais os que, na escola, se
>acham verdadeiramente capazes de fazer a avaliação, o julgamento sumário
>dos professores dos seus filhos, achando que eles só servem para fazer
>atrasar os seus Einsteinzinhos.
>
>Por isso eu aqui me declaro a favor dos professores. Quero jogar na equipa
>deles contra a equipa dos pais e ganhar o desafio da vida real e do futuro
>deste país contra o desafio virtual dos pedagogos de alcatifa.»
>   A Bola, 3 de Junho de 2006
>
>
>
>
>
>---
>Fernando M. C. T. Machado
>fern.machado@netvisão.pt

_________________________________________________________________
sinto-me:
publicado por nuno1 às 20:50
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Terça-feira, 13 de Junho de 2006

E não se pedem responsabilidades?

UMA MORTE
 
No dia em que a maternidade de ELVAS encerrou houve uma morte na trasferência duma grávida de ELVAS para PORTALEGRE.
Essa morte teria acontecido se a maternidade permanecesse aberta e não tivesse sido fechada por uma simples medida economicista?
E não se pedem responsabilidades?
 
sinto-me:
publicado por nuno1 às 20:26
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Ministérioda Educação contra professores

favor passem
 
 
 
Assunto: Professores em luta por favor passem
 


 
Aspectos que toda a gente parece ignorar sobre a profissão de professor e que será bom esclarecer:
 
1º.        Esta é uma profissão em que a imensa maioria dos seus agentes trabalha (em casa e de graça, entenda-se) aos sábados, domingos, feriados, madrugada adentro e muitas vezes, até nas férias! Férias, sim, e sem eufemismos, que bem precisamos de pausas ao longo do ano para irmos repondo forças e coragens. De resto, é o que acontece nos outros países por essa Europa fora, às vezes com muito mais dias de folga do que nós: 2 semanas para as vindimas em Setembro/ Outubro, mais duas para a neve em Novembro, 3 no Natal e   mais 3 na Páscoa , 1 ou 2 meses no verão.
 
2º.        É a única profissão em que se tem falta por chegar 5 minutos atrasado (também neste caso, exigirá a senhora Ministra um pré-aviso com 5 dias de antecedência?)
 
3º.        É uma profissão que exclui devaneios do tipo "hoje preciso de sair meia hora mais cedo", ou o corriqueiro "volto já" justificando a porta fechada em horas de expediente.
 
4º.         É uma profissão que não admite faltas de vontade e motivação ou quaisquer das 'ronhas' que grassarão, por exemplo, no ME (quem duvida?) ou na transparente AR.
 
5º.        É uma profissão de enorme desgaste. Ainda há bem pouco tempo foi divulgado um estudo que nos colocava na 2ª posição, a seguir aos mineiros, mas isto, está bom de ver, não convém a ninguém lembrar… E olhe que não, senhor secretário de estado, a escola da reportagem da RTP1 não é, nem de longe, caso "único, circunscrito e controlado"!
 
6º.        É uma profissão que há muito deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos – na nossa dignidade ou fisicamente (e as cordas vocais não são um apêndice despiciendo…) , enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho, em todas as frentes, nomeadamente pelo "patrão" que, passe a metáfora económica tão ao gosto dos tempos que correm…,   ao espezinhar sistematicamente os seus "empregados" perante o "cliente", mais não faz do que inviabilizar a "venda do produto"
 
7º.        É uma profissão em que se tem de estar permanentemente a 100%, que não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias (físicas e psíquicas) ou problemas pessoais …
 
8º.        É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos,  se tem de repetir o processo, exigente e desgastante, quer de chegar a horas, quer de "conquistar" , várias vezes ao longo de um mesmo dia de trabalho, um novo grupo de 20 a 30 alunos (e todos ao mesmo tempo, não se confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2,  até 6 filhos...)  
 
9º.        É uma profissão em que é preciso ter sempre a  energia suficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma,  manter a disciplina e o interesse, gerir conflitos,  cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação e produção. (Batemos aos pontos as competências exigidas a qualquer dos nossos milionários bancários, dos inefáveis empresários, dos intocáveis ministros! Ao contrário deles, e como se não bastasse tudo o que nos é exigido (da discrepância salarial e demais benesses não preciso nem falar) …
 
10º.    ainda somos avaliados, não pelo nosso próprio desempenho, mas pelos sucessos e insucessos,  os apetites e os caprichos dos nossos alunos e respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica e social do nosso país!
 
Assim, é bom que a "cara opinião pública" comece a perceber por que é que os professores "faltam tanto":
Para além do facto de, nas suas "imensas" faltas, serem contabilizadas também situações em que, de facto, estão a trabalhar :
- no acompanhamento de alunos em visitas de estudo,
- em acções, seminários, reuniões, para as quais até podem ter sido oficialmente convocados,
- para ficarem a elaborar ou corrigir testes e afins , que não é suficiente o tempo atribuído a essas tarefas ,
- ou, como vem sucedendo ultimamente, a fazerem (em casa, que é o sítio que lhes oferece condições) horas e horas não contabilizadas do obrigatório "trabalho de escola"….
 
Para além disto, e não é pouco, há pelo menos, como acima se terá visto, toda uma lista de 10 boas e justificadas razões para que o façam. 
 
 uma professora que, por achar que - em termos de políticas educativas e laborais deste governo dito socialista – estamos muito pior que no tempo do Salazar , não arrisca  identificar-se

 


     
sinto-me:
publicado por nuno1 às 18:47
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Domingo, 11 de Junho de 2006

Mail enviado à TVCabo

Prezados Senhores:
 
Farta-se a vossa Empresa de fazer apelos contra a pirataria digital.
 
A verdade é, que em minha opinião, são os senhores a não cumprir minimamente as vossas obrigações para os Clientes.
 
Do contrato que um cliente normal tem com a TV Cabo e que não inclui codificados faz parte um conjunto de canais e pelos quais pagamos e que devem ser transmitidos sistematicamente, salvo anomalias técnicas.
 
Entre esses canais está o M6 , que por coincidência transmite os jogos do mundial de futebol.
 
Numa protecção flagrante  à Sport TV entendem os senhores cortar a emissão desse canal quando da transmissão de jogos, privando o telespectador de algo  que pagou.
 
Será isto um direito que vos assiste ou uma ilegalidade?
Claro que há alternativas..mesmo sem recorrer à pirataria... uma vulgar parabólica ou uma procura pela Net resolve o problema...
Mas as atitudes ficam com quem as pratica...
Cumprimentos
 
Nuno Manuel
 
 
 
 
     
sinto-me:
publicado por nuno1 às 17:00
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Sábado, 10 de Junho de 2006

Carta aberta

Subject: FW: Fwd: En: Carta Aberta à Sr.ª Ministra da Educação - >
>Esta carta, que será divulgada também na comunicação social, tem como
>objectivo contribuir para a reflexão acerca da Qualidade da Educação do
>nosso país.
>
>Neste sentido, e ao invés de contestar ponto por ponto a sua proposta de
>alteração ao Estatuto da Carreira Docente, os docentes deste país
ficam-se
>pelas suas consequências, o tal efeito prático que a Sr.ª Ministra
prefere
>dissimular num jogo falacioso e perigoso, atirando-nos, pais e
professores,
>uns contra os outros.
>
>Embora tenha surgido como o maior engodo – o de chamar os pais à
escola - da
>história da Educação deste país, na verdade, a avaliação dos Docentes
pelos
>Pais e Encarregados de Educação, representa apenas uma ponta da ponta de
um
>iceberg, uma linha de texto num documento de 54 páginas. Interessa apenas
a
>quem se limita a promover manobras de diversão facilmente identificáveis,

>parecendo ignorar que nenhum professor sério irá temer se for avaliado de

>forma séria. É vergonhoso, até para nós que somos portugueses, verificar
o
>calculismo e a facilidade com que a Sr.ª Ministra aborda a questão
complexa,
>como é a de avaliar os desempenhos dos professores, sem o mínimo de
>profundidade, preferindo, sem olhar a meios, o populismo fácil e bacoco.

>
>Recorrendo a meras hipóteses, se o novo estatuto fosse, numa
eventualidade
>pouco inteligente, aprovado, o docente teria um número fechado de vagas
para
>Muito Bons e Excelentes. Assim, perguntamos nós: e se, num acaso, os
>professores de uma escola excederem o número premeditado de Excelentes?
>Escolher-se-iam os melhores dos melhores e passar-se-iam os outros para
>Muito Bom e os que tinham a dita nota para o Bom? Ou, numa outra
>eventualidade, rasurar-se-iam as notas, de forma a não se levantarem
>polémicas no seio de uma escola que se quer unida e sempre controlada?
>
>Talvez se vislumbre uma resposta se se conhecerem melhor os dezasseis
pontos
>em que o hipotético docente será avaliado, previsto no artigo 46º do
>hipotético novo estatuto:
>
>. o professor será avaliado pelos resultados escolares dos alunos.
>Explicar-nos-á a Sr.ª Ministra como pode um professor de uma má escola, e
em
>muitas "má" será sempre um doce eufemismo, ter o mesmo nível de qualidade
na
>sua avaliação de um colega seu numa boa escola? Será então que os
>professores têm as mesmas medidas e oportunidades de uma boa avaliação?
Ou,
>por outro lado, bastará que se avalie positivamente os alunos,
>independentemente da realidade?
>
>. o professor será avaliado pelas taxas de abandono escolar? Certamente
que
>no Ministério ainda andam à procura de uma resposta coerente a esta
>pergunta. Imaginemos que existe uma comunidade de etnia cigana numa
escola
>ou que em determinada localidade, e não são assim tão poucas, os pais
querem
>retirar os filhos da escola para que trabalhem com eles. Como pode o
>professor ser penalizado por uma situação como esta onde a
responsabilidade
>não lhe cabe? Não se deveriam criar medidas coerentes para um mundo real?

>Neste caso como seria, então? Seriam penalizados todos os docentes
daquela
>escola ou apenas daquela turma? Não será esta uma medida oportunista, em
que
>se acusam os professores da incompetência, de um governo que não cria
>segundas verdadeiras opções para os jovens que abandonam o ensino ou que
>simplesmente querem mais? Não será esta medida economicista, visto que,
>deste modo, os professores ficam limitados na sua avaliação, o que
prejudica
>seriamente a sua progressão e,
>naturalmente, os impede de subir de escalão e vir a auferir um melhor
>salário?
>
>. apreciação do trabalho colaborativo do docente? O que significa
>exactamente trabalho colaborativo? E para colaborar com o quê? Ou com
quem?
>Terá a Sr.ª Ministra intenção de instigar ao mau ambiente na sala de
>professores ou a de tornar menos transparentes algumas avaliações? Haverá

>aqui uma vontade de tornar ambíguo o que se quer simples e preciso?
Talvez,
>na sua visão, "dividir para reinar" faça um sentido que não cabe nesta
>profissão!
>
>. apreciação realizada pelos pais e encarregados de educação. Consegue a
>Sr.ª Ministra avaliar com a exacta certeza uma pessoa que nunca viu e
cuja
>imagem foi construída apenas por uma criança ou pelos comentários de
outras?
>Serão todos os pais capazes de avaliar os professores através de quase
nada?
>É essa a avaliação que pede aos professores, quando se trata de avaliar
os
>seus alunos? Avaliar com pouco? Mas sempre num nível positivo, de forma a

>não transtornar os pais? A Sr.ª Ministra quer que nós acreditemos que uma

>avaliação realizada desta forma irá ser objectiva e transparente? Muito
>embora cada um dos pontos tenha um peso, que ainda não se conhece, tal
>questão parece-nos irremediavelmente condenada ao fracasso, pelo menos se

>observada de um ponto de vista sério e rigoroso.
>
>. avaliação através da observação de aulas? Quais são os critérios
adoptados
>pela Sr.ª Ministra? Imaginemos que decorre a avaliação de dois docentes
>distintos em dois locais diversos. Cada um dos quais está a ser medido
por
>um hipotético professor titular. Imaginemos que são duas escolas em meios

>diferentes. Encontra-se a Sr.ª Ministra capaz de nos assegurar que ambas
as
>avaliações serão correctas ou que, sendo invertidos os lugares, os
docentes
>manteriam a mesma qualificação ou quase? Nestas contas entram factores
>demasiado subjectivos. Numa mesma escola, o mesmo professor pode obter
dois
>níveis diferentes, se for avaliado, por exemplo, por titulares de
distintas
>sensibilidades. Suponhamos, por outro lado, que a aula corre mal, porque
o
>professor está engripado ou porque os alunos vieram de uma visita de
estudo.
>Será sério avaliar todo um ano escolar com três visitas à sala? Será
sério
>fazer depender a progressão na carreira desta forma?
>
>Os docentes passariam a ser avaliados em dezasseis pontos ou itens de
>classificação como lhe chama a Sr.ª Ministra. Destes, quinze são
>perfeitamente subjectivos, e um deles, o que respeita à assiduidade, o
único
>preciso porque se trata de um número, a Sr.ª Ministra trata-o com a
>ligeireza que parece ser o seu maior dom.
>
>A Sr.ª Ministra não se nega a coarctar aos docentes qualquer esperança,
>ainda que infeliz, de poderem assegurar o seu desempenho se caírem
doentes
>numa cama. O professor passa, assim, a ser obrigado a cumprir 97% do seu
>serviço lectivo, se quiser progredir na carreira. À priori, esta medida
>parece ser finalmente a resposta aos pedidos dos pais e encarregados de
>educação dos nossos alunos. Será assim tão óbvia e tão simples esta
leitura?
>Três por cento de faltas como máximo, representa cinco dias de faltas por

>ano? Explique-nos, por favor, a Sr.ª Ministra como justifica o facto de
não
>poder estar doente. Fazemos notar que não falamos apenas de nós próprios,

>aqui também cabe a assistência à família. Repare a Sr.ª Ministra que os
>professores lidam com crianças, cerca de vinte e cinco por cada uma das
>cinco turma (em média, claro está), e que estas mesmas crianças adoecem e
se
>constipam e nos constipam. E nós sabemos que às vezes mais vale ficar um
dia
>em casa e recuperar a saúde
>, do que prestar um mau serviço público. Os docentes têm um grande
respeito
>pela sua profissão. Nenhum professor sério falta para ficar a dormir.
>Teremos que "contagiar" toda uma escola necessariamente, em nome da
>graduação profissional, uma vez que só serão devidamente justificadas as
>doenças em regime ambulatório.
>
>Por outro lado, repare Sr.ª Ministra, pois talvez ainda não o tenha
feito,
>que a grande maioria dos docentes está deslocada da sua casa, longe dos
seus
>familiares. Esta enorme massa humana que se desloca pelo país, em
milhares
>de quilómetros mensais, aos princípios e fins-de-semana, em veículo
próprio,
>e que entrega dinheiro ao estado nos impostos de combustíveis, está muito

>sujeita a ter contratempos na estrada ou com a mecânica do seu automóvel,
e
>que, a partir de agora, estes mesmos cidadãos manterão esta distância
>durante três e depois quatro anos!
>
>No que diz respeito às mães ou futuras mães, não compreendemos como pode
a
>Sr.ª Ministra querer avançar com um estatuto que as espartilhará –
a
>maternidade é um direito protegido pela Constituição da República
>Portuguesa. É-nos dito que, no decorrer desse ano, a docente não será
>avaliada, pelo que a mãe terá nesse ano a mesma classificação que lhe for

>atribuída no seguinte, ou seja, bastar-lhe-á faltar seis dias para que
não
>progrida na carreira dois anos. Saberá a Sr.ª Ministra o complexo que é
>cuidar de uma criança durante os primeiros meses e anos de vida? Numa
>primeira fase, a do período do parto, o novo estatuto salvaguarda as mães

>para depois as deixar desamparadas numa segunda fase, como se a
maternidade
>se esgotasse no acto de "dar à luz".
>
>Contempla alguns destes dados na sua proposta, Sr.ª Ministra, ou prefere
>tratá-los com a distância da sua demagogia? Como quer a Sr.ª Ministra
>estabilidade docente, aquela que tanto aclama, convencendo apenas quem
>ignora a realidade do que é ser educador, se qualquer uma das acções que
>toma vai no sentido de criar instabilidade e insatisfação? Como quer a
Sr.ª
>Ministra docentes produtivos e colaborativos se instiga ao fascismo
redutor,
>como se lidasse com gente disposta a rebaixar-se aos seus pés sem que lhe

>fosse levantado um par de olhos? Como quer a Sr.ª Ministra um alto nível
de
>rendimento escolar e uma enorme qualidade para a Educação quando atira
>medidas laças para cima de uma mesa, onde se discute o futuro?
>
>Este é um assunto sério, Sr.ª Ministra, nenhum professor está aqui para
>brincar! À Sr.ª Ministra interessa ter os pais do seu lado,
>independentemente dos meios, o que lhe interessa são os fins
economicistas,
>cada vez mais sublinhados por cada medida que assina.
>
>Pretende convencer os professores deste país que um tecto ao fim de doze
>anos de carreira é um objectivo para quem tem que ser avaliado e
>classificado todos os anos? As demagogias criadas para iludir a opinião
>pública são os instrumentos de trabalho utilizados pelo estado, mas do
tempo
>da outra senhora, quando a Sr.ª Ministra ainda tinha a esperança de viver

>numa democracia – se é que teve…
>
>Parece-nos que todas estas medidas foram lançadas ao ar para justificar o

>trabalho de alguns caciques que há muito não leccionam e que pululam de
>gabinete em gabinete na esperança, certamente vã, de lhe apresentar algum

>trabalho, uma vez que, somente quando já não tiver professores no seu
>ministério, vossa Senhoria ficará plenamente satisfeita.
>
>
>Junho de 2006
>
>Um grupo de Professores desrespeitados
>
>
sinto-me:
publicado por nuno1 às 10:47
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Quinta-feira, 8 de Junho de 2006

COMENTÁRIO

comentário a um artigo publicado no D.N de 7 de Junho pelo senhor Vasco Graça Moura
Pois é..
Não é nada fácil ler os seus comentários e ficar calado.
Admitamos que a situação do Estado é a que nos querem fazer crer e que a solução passaria por um pacto de regime entre P.S. e P.S.D.
Claro... quem foram os partidos que sozinhos ou em aliança fizeram o país chegar onde chegou?
Cortar o 13º e o 14º mês aos trabalhadores é certamente mais fácil que..por exemplo tocar no off-shore da Madeira, fazer os Bancos pagar as mesmas taxas de  imposto que os pequenos empresários, penalizar aqueles que aplicaram  em seu proveito os fundos que a Europa nos fez chegar ou até suprema ironia..tocar por exemplo nos vencimentos dos senhores deputados europeus .
Boys e girls do P.S e P.S.D. com ordenados fabulosos... calúnias de certos partidos da oposição...
Já somos os mais pobres da C.E...os nossos ordenados são no máximo 80 por cento de gregos ou até cipriotas...se não temos mordomias e moramos perto de Espanha..vamos lá abastecer-nos...onde se ganha um terço a mais e se paga menos... 
Claro que a culpa é dos trabalhadores, daqueles que com  o salário mínimo ( se tiverem a sorte de ter trabalho) têm de fazer face ao acréscimo diário  do custo de vida...
Certo tipo de comentários poderia fazer-nos rir.
Infelizmente a situação dramática a que dizem termos chegado não é culpa da generalidade de quem trabalha..mas sim daqueles que algumas pessoas nos querem apresentar ainda como pseudo-salvadores.
 
 
sinto-me:
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publicado por nuno1 às 00:26
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Terça-feira, 6 de Junho de 2006

...

Uma árvore seca num terreno que podia florescer.

Símbolo dum governo que tem um belo país para governar..mas que deixa secar tudo á sua volta.

Agorasó se fala de futebol...todos queremos que Portugal faça uma boa carreira.

Mas sejam quais forem os resultados da equipa depois todos regressaremos à vil tristeza do país mais pobre de toda a C.E. e a preparar-se para a curto prazo ser ultrapassado por mais uns quantos...

 

sinto-me:
publicado por nuno1 às 23:59
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ENTREGUES À BICHARADA

nÃO HÁ DINHEIRO PARA NADA..DIZEM ELES.

Mas resolveram conceder á organização dum torneio denominado " Portugal Vela SA 2007", torneio que será visto por não sei quantas pessoas( o leitor imagina?) a quantia de

OITO MILHÕES DE EUROS...

Leu bem...

Que mais posso dizer?

 

sinto-me:
publicado por nuno1 às 00:55
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