Sábado, 14 de Junho de 2008

Bofetada

GANHAR NA SECRETARIA

 

  • Não, não vamos falar do “ apito dourado” ou de qualquer outro caso futebolístico. Falamos sim do referendo irlandês que “ chumbou” o chamado Tratado de Lisboa.

Na altura em que escrevemos o assunto tem sido objecto de vários debates  nas estações televisivas. Assistimos a uns  que se realizaram .na RTP1, SIC, Sicnotícias  e RTPN.

Outros terá havido.

Por exemplo, o doutor Durão Barroso defendeu que o tratado deve continuar..isto não obstante estar escrito no plano jurídico que é necessária a aprovação de todos os países.

A doutora Elsa Ferreira por seu lado disse que era preciso repetir o referendo na Irlanda…como quem diz “ se não vai a bem vai a mal”.

Mas não vimos nenhum jornalista questionar porque é que não se fizeram referendos nos restantes países da União nem porque é que simplesmente se tinha ignorado os anteriores “ não”  em referendos fritos na França e Holanda a versões similares do tratado.

Que os senhores que entendem governar em nosso nome defendam interesses muito particulares, percebe-se. Mas os jornalistas..pelo menos aqueles que se dizem independentes…têm a obrigação de questionar e não simplesmente dizer” ámen” a tudo quanto lhesaparece.

No D.N . de hoje..escreve-se em título;

“ Um milhão anula tratado”.

Sim, mas ao menos foram votantes e não meia dúzia de “ burocratas.iluminados” que pretendem representar o povo sem o connsultar.

 

 

 

sinto-me: porque posso acreditar
publicado por nuno1 às 16:46
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

A-pesar de tudo há motivos para sorrir...

 

  • Nuno

    O povo irlandês mostrou que ne todos somos " carneiros". .Aqueles que  como Sócrates em Portugal , renegaram o que tinham prometido-ou seja uima consulta popular- viram que afinal o POVO É QUEM MAIS ORDENA.
    Na única oportunidade que lhe deram rejeitou o que certos " senhores fabricaram.
    E agora ainda têm a " lata" de dizer que o process deve continuar contra a vontade popular...
    tenham vergonha.-..larguem os tachos.
    Nuno

  •  

    ,

    sinto-me:
    publicado por nuno1 às 17:07
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    Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

    E porque não?

      

    > Por que não nacionalizar?
    >
    > Mário  Crespo, Jornalista
    >
    > Se o mercado não consegue disciplinar os preços,
    > os lucros nem o selvático prendar dos recursos
    > empresariais com os vencimentos multimilionários dos
    > executivos, então por que não nacionalizar os
    > petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu
    > este revolucionário comentário foi Maxine Waters,
    > Democrata da Califórnia, durante o inquérito
    > conduzido pelo Congresso, em Washington, às cinco
    > maiores petrolíferas americanas. Face à escalada
    > socialmente suicidária dos preços dos combustíveis,
    > o órgão legislativo americano convocou os
    > presidentes para saber que lucros tinham tido e que
    > rendimentos é que pessoalmente cada um deles
    > auferia. Os números revelados deixaram os senadores
    > da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos.
    > Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro da Exxon
    > no ano passado, ao milhão de euros mensais do
    > ordenado base do chefe Executivo da Conoco-Phillips,
    > às cifras igualmente astronómicas da Chevron, da
    > Shell e da BP América. Esta constatação do falhanço
    > calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada
    > no caso português, ainda é mais gritante. Digam o
    > que disserem, o que se está a passar aqui nada tem a
    > ver com as leis de oferta e procura e tem tudo a ver
    > com a ausência de mercado onde esses princípios
    > pudessem funcionar.
    >
    > Se na América há cinco grandes empresas que
    ainda
    > forçam o mercado a ter preços diferentes, em
    > Portugal há uma única que compra, refina, distribui
    > e vende. É altura de fazer a pergunta de Maxine
    > Waters, traduzindo-a para português corrente
    >
    > - Se o país nada ganhou com a privatização da
    > Galp e se estamos a ser destruídos como nação pela
    > desalmada política de preços que a única refinadora
    > nacional pratica, porquê insistir neste modelo?
    > Enunciemos a mesma pergunta noutros termos
    >
    > - Quem é que tem vindo sistematicamente a ganhar
    > nestes nove anos de privatização da Galp, que
    > alienaram um bem que já foi exclusivamente público?
    > Os espanhóis da Iberdrola, os italianos da ENI e os
    > parceiros da Amorim Energia certamente que sim. O
    > consumidor português garantidamente que não. Perdeu
    > ontem, perde hoje e vai perder mais amanhã. Mas
    > levemos a questão mais longe houve algum ganho de
    > eficiência ou produtividade real que se reflectisse
    > no bem-estar nacional com esta alienação da
    > petrolífera? A resposta é angustiantemente negativa.
    > A dívida pública ainda lá está, maior do que nunca,
    > e o preço dos combustíveis em Portugal é, de facto,
    > o pior da Europa. Nesta fase já não interessa
    > questionar se o que estamos a pagar em excesso na
    > bomba se deve ao que os executivos da Galp ganham,
    > ou se compram mal o petróleo que refinam ou se estão
    > a distribuir dividendos a prestamistas que exigem
    > aos executivos o seu constante "quinhão de carne" à
    > custa do que já falta em casa de muitos portugueses.
    > Nesta fase, é um desígnio nacional exigir ao Governo
    > que as centenas de milhões de lucros declarados pela
    > Galp Energia entrem na formação de preços ao
    > consumidor. Se o modelo falhou, por que não
    > nacionalizar como sugeriu a congressista Waters?
    > Aqui nacionalizar não seria uma atitude ideológica.
    >
    > Seria, antes, um recurso de sobrevivência,
    porque
    > é um absurdo viver nesta ilusão de que temos um
    > mercado aberto com um único fornecedor. Se o Governo
    > de Sócrates insiste agora num purismo incongruente
    > para o Serviço Nacional Saúde, correndo com os
    > existentes players privados e bloqueando a entrada
    > de novos agentes, por que é que mantém este
    > anacronismo bizarro na distribuição de um bem que é
    > tão essencial como o pão ou a água? Como alguém já
    > disse, o melhor negócio do Mundo é uma petrolífera
    > bem gerida, o segundo melhor é uma petrolífera mal
    > gerida. Na verdade, o negócio dos petróleos em
    > Portugal, pelas cotações, continua a ser bom. Só que
    > o país está exangue. Há fome em Portugal e vai haver
    > mais. O negócio, esse, vai de vento em popa para o
    > Conselho de Administração da Galp, para os
    > accionistas, para Hugo Chávez e José Eduardo dos
    > Santos. Mas para mais ninguém. A maioria de nós vive
    > demasiado longe da fronteira espanhola para se poder
    > ir lá abastecer.
    >
    > Mário Crespo escreve no JN, semanalmente, às
    > segundas-feiras
    >
    >
    >
    > Este artigo dá-nos mais força para  fazermos o
    > boicote a GALP!
    >
    publicado por nuno1 às 19:38
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    Sábado, 24 de Maio de 2008

    No país do oportunismo

    Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: " Você não tem idade nem curriculum ...".
     

      

    Comparar o currículo de Sócrates a Louça, é o mesmo que dizer que o vinho a martelo é superior a uma Cartuxa Reserva 2002 Tinto.
     

     

    Por isso, independentemente das suas ideias políticas, aqui vai com a devida vénia:

     
    Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:

    Actividade política:

    *Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

    Actividades académicas:

     Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.

    Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).

    Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).

     Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.

     Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).

    Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.

    Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

    Obras publicadas:

    Ensaios políticos

    Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)

    Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)

    A Maldição de Midas A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)

    A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)

    A Globalização Armada As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)

    Ensaio Geral Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)

    Livros de Economia

    Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)

    The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes

    Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)

    Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)

    Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)

    Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)

    As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)

     

     

    * Fonte Wikipédia

    Sobre sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.

    Quanto a curriculuns estamos conversados!

    --------------------

    Quanto à idade devem ter diferença de meses...

    -------------------- 



    --
    Francisco Prates

     

     

    publicado por nuno1 às 17:56
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    Sábado, 10 de Maio de 2008

    Assim vai o Diário de Notícias

    Para quem leu...este é o mail mandado aoseu Provedor do leitor:

    Senhor Provedor do D.N.:
     
    Uma pergunta muito simples:
     Concorda com os títulos do D.N. de hoje, sábado 10..a seguir indicados:
     
    Primeira página:
    " Navios para Chávez construídos em Viana"
    Página 42
    " Estaleiros deViana fazem navios para Hugo Chávez."
     
    Como Chávez é o presidente eleito da Venezuela...ponhamos o problema ao contrário
     
    " Petróleo venezuelano para Cavaco"...ou em alternativa
    " Petróleo venezuelano para Sócrates.
     
     
    Concorda? Gostava de saber a sua opinião
     

     

    sinto-me:
    publicado por nuno1 às 20:35
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    Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

    Um exemplo

    Pedido de demissão entregue ao Presidente da Assembleia do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão:

     

    “Vai para três anos que, culminando um processo democrático amplamente participado, tomou posse este Conselho Executivo. Assumimos, então, o compromisso de 'cumprir com lealdade' as funções que nos eram confiadas, funções que decorriam de um quadro legislativo bem diverso do actual.

    Neste exercício, democratizámos as relações inter-pares, gerámos expectativas e esperanças, fomentámos a iniciativa e a criatividade, quisemos aprofundar a relação pedagógica, libertando os professores de tarefas menores, para benefício dos alunos. Respeitando as pessoas e dignificando a Escola.

    Porém, as regras mudaram a meio do jogo. É agora bem diferente enquadramento legal que regula a nossa acção.

    Uma incontinência legislativa inexplicável minou e desvirtuou os compromissos que assumíramos: não nos propusemos asfixiar os professores em tarefas burocráticas sem sentido, alheias ao objecto da sua missão; não nos propusemos fragilizar o estatuto dos profissionais da educação; não nos propusemos submergir os docentes em relatórios, planos, projectos, registos, sem que daí resultassem vantagens ou benefícios para os alunos; nem nos propusemos liquidar o espaço de participação democrática na escola.

    Com a actual publicação do Dec. Lei nº 75/2008 suprime-se tudo o que de dinâmico, criativo e participado existia na gestão das escolas.

    A opção por um órgão unipessoal - o director, a sua selecção num colégio eleitoral restrito, as nomeações dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia pelo director, são medidas que não têm em conta os princípios de uma gestão assente na separação de poderes entre os vários órgãos. Este diploma potencia riscos de autocracia e não reconhece o primado da pedagogia e do científico face ao administrativo.

    Encerra uma lógica economicista e empresarial adversa à verdadeira missão da escola.

    Não valoriza nem reconhece a diversidade de opiniões e a consequente construção de consensos como motores privilegiados da mudança e da promoção de uma escola de qualidade. Não permite que a instituição escolar se constitua como um espaço privilegiado de experiências de cidadania.

    Em suma, passados 34 anos sobre o 25 de Abril, o modelo democrático de gestão chegou ao fim.

    E aos órgãos democraticamente eleitos, convertidos em comissão liquidatária, é 'encomendada' a tarefa de, negando a sua própria natureza, abrirem caminho a um ciclo de autoridade não sufragada, de centralismo, e até de governamentalização da vida das escolas.

    Por considerar que o novo modelo de gestão atenta contra valores e princípios que sempre defendi, e por não querer associar-me à sua implementação, eu, Maria Leonor Caldeira Duarte, apresento o pedido de demissão do cargo de Vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão.

     

    Com os melhores cumprimentos

    Azeitão, 28 de Abril de 2008

    Maria Leonor Duarte

    publicado por nuno1 às 22:11
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    Sábado, 3 de Maio de 2008

    É só promessas...

     CARLOS DOMINGOS
         SOARES DA COSTA
              NIF: 144750180
                TOC 16189
     
         Exmos. Srs.,
     
         Na Página Inicial das DECLARAÇÕES ELECTRÓNICAS, na caixa encimada pelo título NOTÍCIAS, 
    figura a seguinte:
                             «Já se encontra disponível a consulta a veículos (Automóveis. Motociclos, Embarcações                      de Recreio e Aeronaves».
     
         Confiante na informação prestada,  percorri o caminho:
      
                   Serviços on-line > Contribuintes > Consultar > Veículos > Automóveis
     
    e a resposta foi a seguinte:
     
                         Serviço não se encontra disponível!
     
    Então em que ficamos?
                        1ª hipótese:    Já se encontra disponível... etc.
                        2^hipótese:     ...não se encontra disponível!
     
    Parece que a 2ª hipótese é a verdadeira. Mas então por que raio vêm dar uma informação que, afinal, se verifica ser falsa?
    Pode haver uma explicação, mas eu só descortino uma: muitos mexem, mas falta um coordenador que permanentemente mantenha as DECLARAÇÕES ELECTRÓNICAS fiáveis. Depararam-se-me já casos em que contribuintes houve que pagaram integralmente as suas dívidas ao Estado e continuam, meses depois, a figurar aí como devedores e até com ameaças de penhora.
     
    As DECLARAÇÕES ELECTRÓNICAS são um instrumento muito útil e, até, já indispensável, pelo que não pode ser deixado por muito tempo ao Deus dará.
     
    Fazendo votos para que V.Exas. façam chegar este meu reparo a quem tenha poder de mandar resolver a situação, subscrevo-me entretanto
                     com os meus melhores cumprimentos
     
                                Carlos Domingos
                   
    sinto-me:
    publicado por nuno1 às 17:42
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    Terça-feira, 29 de Abril de 2008

    E assim vai Portugal

    os Barreirenses se indignarem....estamos nesse direito!!!!!!!
    Médicos Espanhóis (Barreiro): venham mais... !!!!
     
    TOCA A PASSAR AOS AMIGOS  -  DIVULGUEM !!!
     
    Já entenderam bem, porque é que existem listas de espera?
     
    Em 6 dias um médico espanhol operou tanto como 5 !!! médicos num ano e por metade do preço cobrado na privada.
    Em seis dias, um oftalmologista espanhol realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, num processo queestá a " indignar " aOrdem dos Médicos.
    Os preços praticados são altamente concorrenciais, tendo sido esta a solução encontrada pelo hospital para combater a lista de espera. O paciente mais antigo já aguardava desde Janeiro de 2007, tendo ultrapassado o prazo limite de espera de uma cirurgia.
    No ano passado chegaram a existir 616 novas propostas cirúrgicas em espera naquela unidade de saúde.
    Os sete especialistas do serviço realizaram apenas 359 operações em 2007 (cerca de 50 por médico num ano).
    No final do ano passado, a lista de espera era de 384 e foi entretanto reduzida a 50, com a intervenção do médico espanhol.
     
    A passagem pelo Barreiro durante o mês de Março - onde garante regressar nos próximos dois anos, embora o hospital não confirme - foi a segunda experiência em Portugal do oftalmologista José Antonio Lillo Bravo, detentor de duas clínicas na Extremadura espanhola - em Dom Benito (Badajoz) e Mérida.
    Entre 2000 e 2003 já havia realizado 1500 operações no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, indiferente às "críticas" de que diz ter sido alvo dos colegas portugueses. " Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal.  É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros " , diz ao Diário de Notícias o oftalmologista espanhol, inscrito na Ordem dos Médicos portuguesa, que cobrou 900 euros por cada operação realizada no Barreiro.
     
    As 234 cirurgias realizadas no Barreiro, por um total de 210 mil euros, foi o limite possível sem haver necessidade de abrir concurso público internacional, sendo que o médico fez deslocar a sua equipa e ainda o microscópio e o facoemulsificador.
    O hospital disponibilizou somente um enfermeiro para prestar apoio.
     
     
    TENHAM VEGONHA, SENHORES "DÓTORES",
    GOVERNANTES E POLÍTICOS DA NOSSA PRAÇA !!!
     
     
     
     
    sinto-me:
    publicado por nuno1 às 18:06
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    Terça-feira, 8 de Abril de 2008

    Andam animais à solta

    Abril 4, 2008

     

    Apagando Fogos - Pedreira E Rodrigues Pelo Norte

     

    Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Ponto da Situação
    [52] Comments 

     

    Eis o relato de uma das pessoas presentes na reunião em que a Ministra e o Sr Pedreira foi ao Norte tentar «domesticar» eventuais focos de resistência à implementação do novo modelo de avaliação:

     

    Vou colocar-vos mais ou menos a par das CINCO horas de reunião... cheguei há pouco e sem apetite, sequer, para comer, e já pouca capacidade tenho para reflectir, por isso perdoem qualquer coisinha:

     

    1. Presença de Jorge Pedreira, que esteve uma hora a apresentar o 2/2008, como se ninguém o conhecesse!!!! ficou tudo já à beira de um ataque de nervos;

       

    2. Entretanto, chegou a ministra... quem já esteve noutras reuniões com ela, confirmou que se apresentava muito mais conciliadora, compreensiva, muito mansa.... umas das pérolas que disse, no meio de toda a sua infinita compreensão, é que 'ninguém pode dizer que os professores titulares são os que têm mais mérito'... Lá do fundo eu exclamei logo, que ela mesma o tinha dito (não, não me ouviu... o ruído foi muito) - afirmou que compreendia (pois...) que muitos pusessem em causa a credibilidade dos seus avaliadores, por essa razão, mas tal não se aplicava a todos os casos, que aquele tinha sido um concurso, que a partir de agora seriam avaliados e, mesmo esses titulares, poderiam estar sujeitos a avaliações menores... em todo o caso, tanto ela como o secretário disseram que o executivo podia, de acordo com a sua autonomia (!), dispensar um titular que considere não oferece garantias nem inspira confiança nos colegas (não... não me perguntem mais nada! o espanto foi geral e objectivamente não responderam às objecções levantadas)

       

    3. Mesmo a questão de uns professores estarem sujeitos a avaliação externa dos exames e outros não.... 'as escolas podem desenvolver outros mecanismos que considerem necessários para a ferir com justiça'.... ou seja, podem até escolas agrupar-se e realizar exames aos restantes, partilhando a experiência (lindo, não é?!?!?!....)

       

    4. Até ao fim desta semana (sim, a ministra disse saber que hoje é quinta) sai o despacho com as orientações para a simplificação, que não ficou, mesmo assim clara... as escolas podem sempre decidir.... há uns mínimos... os itens podem ser reduzidos/compactados para um, mas não se pode mexer nos parâmetros ou subparâmetros (mas depois já dizia que sim... sei lá!) e pode haver observação de aulas, se se entender, enfim.... dizem que não podem impor um modelo, já que há escolas que têm o processo a decorrer e não lhes podem dizer que está tudo errado... e É VERDADE!!! houve uma artista que apresentou a sua preocupação, pela falta de tempo no caso dos contratados, porque entende que os coordenadores devem também avaliar e que, pelo menos, deve observar duas aulas - já tinha reunido com os contratados, já tinham acordado tudo isso, mas não tinha tempo! (cá para mim queria que prolongassem o calendário escolar até Agosto!)

       

    5. Quotas e impedimentos... pois, parece que nos vão tirar o tapete: sairá o despacho em breve (tem que ter a assinatura da ministra e do ministro das finanças), mas 'a questão dos interesses está a ser acautelada'. Mais ainda, as quotas estarão distribuídas, não por departamentos, mas por grupos: contratados, professores dos quadros, professores titulares. Creio que, deste modo (mas já não me sinto capaz de pensar escorreitamente) elimina a questão dos interesses, não? A bolsa é diferente...

       

    6. Certamente há muito mais, mas já nem me ocorre. Deixo-vos só outra pérola, agora do Pedreira: 'o ministério não está disposto a apadrinhar uma avaliação de faz de conta. Não há renovação de contrato nem progressão sem avaliação. A lei é clara e só pode ser alterada por decreto lei... nem este governo, nem outro futuro, o fará'!!!!

       

    Pronto... que me dizem?!?!?!

     

     

     

     


    Resumo da reunião dos dois secretários de estado com os PCEs de Lisboa

     

     

     

     

     

    sinto-me:
    publicado por nuno1 às 21:02
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    Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

    Perdoai-lhes..que não sabem o que fazem

    Geração do Ecrã

    Aqui vos mando um excelente texto de Alice Vieira sobre o caso da agressão
    à professora do liceu Carolina Michaelis.
     
    Contudo, gostaria de deixar alguns pontos para reflexão:

    1.º - Em termos políticos e no sentido lato é incrível o que esta geração
    de políticos pós-25 de Abril (de todos os quadrantes políticos sem
    excepção) conseguiu fazer da 'Família' e do 'Sistema de ensino'.

    2.º - A escola passou a ser apenas um local onde se deixam os filhos
    enquanto os pais vão trabalhar, para ganhar baixos salários e para que
    cerca de 25% dos mesmos seja destinado ao crédito à habitação (que dá
    lucros fabulosos à banca);

    3.º - A família pouco tempo tem para os filhos e, por isso, para não se
    aborrecer abdica de ensinar as regras básicas de convívio em sociedade,
    criando verdadeiros meninos mimados e egoístas que só pensam nas pessoas à
    sua volta em função daquilo que lhes podem dar.

    4.º - Em sentido restrito, nesta situação concreta da agressão à
    professora, é lamentável o silêncio da Ministra da Educação e,
    curiosamente, dos dirigentes da FENPROF. Quando é para o regabofe, para
    dizer mal (a primeira, dos professores; os segundos, das políticas de
    educação) logo estão eles a dar a cara e a aparecer na televisão. Agora que
    houve barraca e que é necessário defender a única vítima disto tudo (a
    professora, de 60 anos, agredida e humilhada), simplesmente remeteram-se ao
    silêncio e não apareceram.

    5.º - A ministra tem criado polémica mas diz que as mudanças são para ter
    alunos melhor preparados para enfrentar o futuro e 'os desafios da
    globalização' . Contudo, contrariamente ao afirmado, aprova políticas que
    vão conduzir exactamente no sentido contrário: desautorização dos
    professores; elevação do nível de escolaridade à custa do facilitismo. Não
    deveria ser exactamente o contrário? Não se deveria ser mais exigente e
    mesmo reprovar alunos quando estes não estão preparados?

    6.º - Uma palavra para o jornalismo pimba (principalmente da televisão
    oficial do regime, a RTP, entenda-se) que repetiu exaustivamente as
    imagens, num desrespeito por todos os envolvidos, em vez de cumprir o seu
    papel e confrontar a Ministra, os sindicatos e os demais intervenientes no
    sistema de ensino.

    7.º - Com toda esta panóplia de factos e na constante tentativa política de
    destruir o sistema de ensino público, não tenho dúvidas de que graças à
    política da 'má educação', o futuro de Portugal estará hipotecado.


    Agora leiam o texto da Alice Vieira, que é o mais importante.


         Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida
         pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente
         falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo
         o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única
         coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.

    Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não
         contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos
         transportes públicos, só quem nunca viu os 'Morangos com açúcar', só
         quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter
         ficado surpreendido.

    Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado
         todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos
         motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo,
         e o caso arrumava-se.

    Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a
         sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem
         coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…)

    Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em
         vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos
         finalmente que a violência existe!

    O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma
         professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.

     Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito
         mais assustador.
    Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.

    Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos
         que as nossas crianças são educadas por ecrãs.

     E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos
         nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.

    E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por
         dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.

    Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era
         permitido.

    Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa
         avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente
         nada, dava trabalho.

    E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto
         acontecesse
    .

    A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as
         auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não
         deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a
         porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um
         velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me
         perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra)
         professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se
         passam todos os dias
    .

    A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.

    A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de
         comportamento
    .

    E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.

    E nós deixamos.

         In Jornal de Notícias, 30.3.2008








     



    publicado por nuno1 às 18:58
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